Diná Fernandes da Silva, nascida em Santa Luzia/PB em 27 de maio de 1942, vivi no R. Grande do Norte até aos 18 anos, em Recife dos 19 aos 23, aos 24 radiquei-me no Rio de Janeiro, e por lá vivi 17 anos, onde pude concluir meus estudos e profissionalizar-me na área de saúde. Em 1980 volto para Recife para prestar concurso da UFPE, hoje Funcionária Pub. Federal, residindo atualmente em Cabedelo-Pb.

Sou uma mulher simples e guerreira sou apaixonada pela vida, considero-me uma vitoriosa na minha trajetória terrena, que, diga-se de passagem, não foi nada fácil. Mesmo assim, nem o passar dos anos ainda me tiraram a alegria de viver, tenho um excelente humor, e agradeço muito ao meu Deus toda essa força de viver, lutar e conseguir chegar até aqui com dignidade e saúde, acima de tudo!

Gosto de ler um bom livro adoro uma boa música... Sou eclética, mas prefiro as de boa qualidade. Não sou poetisa, considero-me apenas escrevedora, escrevo para desabafo da alma e passa tempo, o que me faz muito bem!

Outros links onde os amigos podem me ler:

RECANTO DAS LETRAS: http://recantodasletras.uol.com.br/autores/Amopoesias

LUSO POEMAS: http://www.luso-poemas.net/userinfo.php?uid=3443

OVERMUNDO: http://xn--meustraçoselinhas-ipb/perfis/

O MELHOR DA WEB: http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_autor.php?cdEscritor=1645

MINHA COMUNIDADE NO ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=52944933

MEU BLOG: http://dinaaciganinha.blogspot.com

POETA

Poeta é um ser que em versos lapida
Suas moções e fala todas as línguas
Aproxima amores dá brilho à vida
Derrama nos versos as suas mágoas

No pensamento a fantasia
Tece imagens, cria personagens
Para uns os versos levam alegrias
Para outros, apenas miragens

Não importa! segue rabiscando
Histórias de vidas sofridas
Do tempo em que esteve amando
E das noites mal dormidas

Na solidão, um trago, um cigarro
Dedos nervosos, caneta em punho
Magia e sentimento bizarro
Parindo versos como testemunho

Diná Fernandes



TRISTE PESAR

Triste pesar no coração
A minha alma está ressentida
O que era risos, agora desilusão
Sinto-me perdida sem vida

Sinto em mim a sua sombra
Que faz os meus dias cinzentos
Vivendo sob uma penumbra
Meus cubro de sentimentos

Insones noites de saudades
Que me fazem perambular
Sinto a falta da cumplicidade

Seu amor era o meu acalanto
No olhar doce enternecimento
Sua voz, mágico e saudoso canto

Diná Fernandes



A SAUDADE QUE AINDA SINTO DE TI

Quando sinto os olhos a ressumar
Logo me vem à mente um sonho perdido
Vai-me crescendo o desejo de ainda te amar
Minhas endorfinas tecem meu sexto sentido

Labirintos dos quais neles me perco
As teias que no meu ego se emaranham
Vão me desconcentrando, sinto que arrefeço
Busco a força dos Deuses que me acompanham

Um sopro de vida na cálida noite
Faz ressurgir na escuridão uma luz
Cerro meus olhos, ouço do vento o açoite
É força obscura ou estrela que reluz?

Escrevo versos que me fazem recordar
Acabo esmagada nas doces lembranças
O impossível nos impediu de juntos continuar
Desmoronou um amor, mas restou a esperança

Diná Fernandes



MARCAS DO TEMPO

O tempo deixou-me as marcas no rosto
No corpo trago as marcas dos partos
Dos filhos que gerei com gosto

Das rugas não me envergonho...
Não é prioridade apenas minha
A idade vem pra todos, e o tempo é medonho

Não deixe que a vaidade lhe deprima
Nem a saudade da mocidade faça-lhe tristonho

Diná Fernandes



NOS ENTRE LAÇOS


Olhar malicioso
desejo aguçado
de um beijo gostoso

Tórax peludo
visual atraente
dar vontade de tudo!

Línguas nervosas
em bocas ávidas
saborosas

Mãos que se tocam
peles se roçam
corpos se atritam

E nos entre laços
desejos frêmitos
ternos abraços

Beijos molhados
carícias ousadas
corpos extenuados

Diná Fernandes



PEDAÇOS DE MIM


Na calmaria da noite o vento gélido soprava
Congelava meu corpo tímido sob as cobertas
Revirava a mente... A inspiração não chegava
Quero reencontra-me, em meu coração fazer festas

Buscar e encontrar pedaços de mim
Que, perdidos no tempo deixam-me incompleta
Tento unir as peças desencaixadas... Coisas assim!
Quero novamente, sentir-me completa!

Acho que levou de mim a melhor parte...
A minha lucidez... Não consigo desvendar os mistérios
Que ora deixam-me débil... Estarão eles em Marte?
Venha... Mostrar-me a fórmula... os critérios

Para que eu possa recompor o meu “eu”
Pois meu coração ainda busca teu amor
Sente falta dos carinhos teus
E vive assim fragmentado...partido de dor

Diná Fernandes



CORPO E ALMA


Quando dois amantes plenamente se dão
Corpo e alma comungam os mesmos desejos
São dois corações em uníssono!

A paixão transborda no peito
E loucamente se amam
Tudo parece perfeito

Paixão desconhece regras

Amor desconhece a razão

Diná Fernandes



CRONOLOGIA DO TEMPO


Ignore a cronologia do tempo
Para não perder o desejo de amar
O coração desconhece medida para o amor
Nele não há calendário... é aleatório sempre!

Não existe mensuração no coração de quem ama
Sou um ser, quase monocular vidrado no amor
Que nunca permite apagar a chama
Que não emudece ante a sinfonia etária

A harmonia contida no viver
Torna-me a mais radiante pessoa
Vivo os momentos eternos e promissores
A dúvida do amanhã, renova o meu agora

Nem sempre sou o que represento
Sou como águia que voa sem medo
Na bagagem trago os segredos
Da vida, a certeza do nada

Diná Fernandes



SILENCIAM AS VOZES


Socorro ao meu grito de alerta
I nfinito é o vasto espaço que me abriga
L eis que me desabrigam me deixam perdido
E no desespero do caos provocado por não sei quem
N ada ao meu redor me garante segurança
C aos, miséria e desigualdade, e eu ao léu!
I ntimam-me a morrer no relento
A noite fria me faz morto estando vivo
M anhãs sem sol, barriga sem alimento

A difícil vida de um morador de rua
S ucateado, rejeitado e sem alento

V ozes que clamam justiça
O nde meus ecos não são ouvidos
Z aranzar é o meu destino
E sse direito de voz para mim já foi instinto
S ilenciam-se as vozes dos que fingem mudez

Diná Fernandes



AMOR SEM PRECONCEITO


Meu amor é da cor de cravo e canela
Aquece minha pele, me enche de paixão
Adocica meu coração... deixa-me mais bela
Amor agridoce... saboreia meu coração!

Juntinhos, o contraste é perfeito
Quando na nudação, somos café com leite
O branco e o negro, num tom mais que perfeito!
Nuances que me fascinam... levam-me ao deleite

Amo sem preconceitos...por que os teria?
Não é o tom da sua pele, nem a fibra do seu cabelo
Que dita regras na parceria
É o desejo frêmito, é do amor, um apelo

Se não tem vértices... A mim não importa
Nosso amor não aceita mensurações
Significativo, é como você se reporta!
Amar, amar e amar... Sem restrições!
Que aos olhos do preconceito... entorta

Diná Fernandes



Salve a Poesia


Poesia está na veia
Alimenta-se de emoção
Sobrevive da compulsão
do poeta, de falar da vida alheia

Poesia é inspiração
é a voz do sentimento
gesta no pensamento
e nasce no coração

Ferramenta de poeta
Que chora em dia de festa
Que rir da menor emoção
Faz dos versos uma canção

Poetar, é versos lapidar
É aproximar amores e amar
É insanidade, é melodia
É viver em harmonia.

Eu digo pra poesia
Hoje você é minha alegria
Aprendiz de poeta eu sou
Partícula que nos versos se encontrou

Diná Fernandes



ADVERSIDADES

Por muito tempo fomos felizes
Não fosse da vida às adversidades
Que nos conduziu aos deslizes
Destruiu nosso amor deixando apenas saudades

Ente mentiras e verdades
Desculpas perdão e novas diretrizes
Por muito tempo fomos felizes
Não fosse da vida às adversidades

Lembro ainda das suas esquisitices
Dos seus defeitos e qualidades
E de todas as nossas mesmices
Entre dúvidas e realidades
Por muito tempo fomos felizes

Diná Fernandes



MINHAS VERDADES


Meus traços expressam ternura
Na voz expresso doçura
Nas notas da suavidade
Canto a minha verdade

Sou como água da nascente
Que segue seu curso suavemente
Sou um ser que tem luz
Sou o amor que te conduz

Sou como o brilho da lua
Sou um ser que flutua
Sou mulher que foi menina
Sou a mulher que te alucina

Sou assim para a vida
Sou o curativo da tua alma ferida
Sou amante da liberdade
Sou amor, sou fidelidade

Diná Fernandes



LAMENTOS

Oh Deus!Porque reclamar tanto!
Se nas minhas angústias, vem o socorro...
Como posso então, manter esse pranto?
Se me martirizo...sinto que morro

Paro no tempo, escondo-me num manto
Mergulho em meus pensamentos...agradeço
Oh Deus! Porque reclamar tanto!
Se nas minhas angústias, vem o socorro...

Sinto que peco por excesso de pedidos
Quem sou eu, assim merecedora de tudo?
Perdoa-me senhor, tantas vezes fui atendido
É tanto sofrer, mas não devo querer tudo
Oh Deus! Porque reclamar tanto

Diná Fernandes



APAGOU O MEU DESENHO


Deito-me por sobre a vasta camada de areia
Sinto o sol lamber a minha pele
Extasia-me esse carinho labial imaginário
A leveza da tua boca passeia em meu corpo!

Respiro a tua essência solta no ar
Embriaga-me a ilusão de sentir-te
Meu olhar busca-te no infinito
Divago no meu abstrato tempo

Explano meus vagos pensamentos
A leveza do vento me faz plainar
Tele transporto-me para o teu ser
Não encontro resposta, o sonho continua

Um pseudo-encontro quase me amortece
Rompe-se o elo, coração desfalece
Desperto sob o impacto das ondas
Arrebatando-me! Apagou o meu desenho!

Diná Fernandes




CONFLITOS

Conflito - me constantemente com o meu “eu”
sinto-me exaurida, já não consigo conceber
e calar, recuso-me desde já render-me ao fracasso,
não, não vou continuar aceitando tua doutrina

A cada dia cresce o desgaste, discussões acirradas,
questionamentos que ditam uma reforma
incompatível com minha personalidade, sou mulher,
e como tal,não hesitarei em conservar a minha dignidade

O descaso, ciúmes infundados, insegurança
e ofensas, oriundas do teu ego pobre e doentio
atingiram o limite máximo da tolerância, não
faltei com a verdade, nem com a fidelidade,

Não devo, não posso e não desejo tais tributos
sei que meu brilho incomoda, e não queira
castrar os meus sonhos, eles estão vivos,
e vivos... permancerão!

O que existiu, e o que o que resta hoje? ...desamor!
resta também a chance que te ofereço...
reveja teus conceitos ... se assim me queres!

Se me queres, que me queiras de forma respeitosa!
Se não mereço, esqueça-me então!

Diná Fernandes



CORAÇÃO VAZIO

Amar é um tanto difícil,
exige do coração
todas as forças.

Um coração despovoado
sem alegria para vibrar,
embargado...
deixando o tempo passar,
sofrendo de solidão
com receio de se doar
ignorando sonhos,
é como morto estar!

Nascemos para o
acasalamento!
a vida não combina com solidão,
antes sofrer amando,
repressão...
desmorona uma vida!

Permita-se essa vivência!
negar esse legado é bobeira,
um dia se vai a existência
mesmo que não se queira,
a vida passou e você não amou!

Diná Fernandes



SÔNETO DA SAUDADE

Madrugada fria, silêncio nas ruas
Sinto uma vibração, entro em sintonia
Com o pulsar de seu coração em agonia
É minh’ alma que sintoniza a tua

A cada amanhecer a ausência me mata
Cada minuto sem você se vai minha alegria
Assusta-me a idéia de te perder um dia
Tenho fome desse amor que me falta

Quero acordar dessa dor e viver a magia
De estar em seus braços, e isso não me basta
Quero entregar-me nessa sinergia

Nossos corpos em plena e louca euforia
Ao som dos nossos gemidos como em cantata
Não nos importa que provoque até zombaria.

Diná Fernandes



NOSSOS LAÇOS


Nossos laços de amor estão firmados
Incrustados no coração e em nossas almas
Indiferente a contra tempo, é forte e consolidado
Alimenta-se de desvelo e carinho... nossas almas

Nossos erros e acertos são embasados
Na renúncia... O bálsamo que nos acalma
Que urde a teia e nos faz fortificados
Nessa cumplicidade... Nada nos inflama!

Amar-te, foi e será um eterno aprendizado
Aceitar e perdoar os teus deslizes... Teus carmas
E em prol da felicidade, meus defeitos ignorados

Meu amor, minha completude, anjo alado
Seremos um para o outro a infinita chama
E os nossos laços para sempre conservados

Diná Fernandes



SONETO DO VENTO

Oh vento! Não conheço a tua imagem
Apenas entendo a tua linguagem
No verão passa e o som é silente
No inverno, furioso e veemente

No outono, eriça as folhas dormentes
Na primavera chega menos imprudente
Em qualquer tempo, serás tangente
E as birutas agradecem alegremente

Desce sereno até, os mais baixos vales
Ao topo das montanhas sobes grandioso
Impiedosas tempestades causas nos mares

E assim, abstrato, misterioso e impetuoso
Os dias seriam sem teus cantares
Opressos,sisudos sem teu ar precioso.

Diná Fernandes



A SILHUETA

A luz da lua que a sua janela clareava
Deixava à mostra a silhueta imponente
A passear em seu quarto, e eu imaginava
A sua nudez... Devaneava como um demente!

Eu ali solitário... lascivo, e você não se entregava
Apenas provocava, o meu desejo era premente
Murmurava, sonhava, e em te eu passeava
Queria-te amante, insana, com teu corpo quente

Perdia-me na tua sombra que me deslumbrava
Ensandecia-me por querer-te tão veemente
E assim, as minhas noites você obsedava

E num ímpeto, em meu quarto se fez presente!
No teu oceano de mistérios, eu adentrava
Sorrindo disse-me... Amo-te! Foi eloqüente!

Diná Fernandes



EXPERIÊNCIA VIRTUAL

Chegou tão de mansinho solicito e delicado
Ganhou espaço, conquistou o meu coração
E essa breve conquista, agora é passado
Nem amor, nem paixão, apenas confusão...

De um coração indeciso ou desolado
Imaturo talvez... ou mesmo um vilão!
Inconseqüente, teve o escárnio fracassado
E em porto empedrouçado, afogou sua ilusão

Para pisar o meu coração amaciado
Que já não se permite cultuar ilusão
Pise com a leveza do ar, ele que ser amado!

Nele só há espaço para comunhão
Recusa-se outra vez a ser fragmentado
Trague por tanto, a sua sórdida intenção.

Diná Fernandes



INESGOTÁVEL AMOR


Aninhado em meu leito
sonhando acordado
tão gêmeo e singular,
com teu jeito manhoso
de homem sedento,
cobre-me de carinhos
me acaricia de mansinho,
bebo os teus beijos
passeio no teu céu
finjo não entender
teu modo, agora,
sobranceiro...
mas é isso que eu
quero...
é ser domada
nesse instante compulsivo,
que nada mais desejo
senão, te receber
em minhas entranhas
úmidas e latejantes
ardendo...
com vontade de você!
Ah meu amado!
Só você me faz
tão plena!
Preenches cada
espaço do meu coração,
meu , por estar em meu peito,
pois, há muito já te entreguei!

Diná Fernandes



Coração e Dor

Ah! coração!
diga-me afinal o que gostas?
não sei se és adaptável
ou vagabundo,
se gosta de sofrer
ou se prefere amar,
quando pisam no seu
solo, e fazem sangrar
as suas artérias,
você chora e reclama,
ama e desama,
desfalece e ressuscita,
beija, abraça, e pede mais,
sofre contido, afoga-se
nas lágrimas, e o alimenta
com a esperança.
Ah coração! és mesmo
um poço de mistérios!
Sofres contido em nome do amor!

Diná Fernandes



INFLUÊNCIAS

DA NATUREZA

São quatro ventos
a soprar meu s
insistentes
pensamentos,
que voam como
pássaro, com
alegria da liberdade.

São quatro luas
e quatro formatos,
se prateada,
ou dourada
não importa,
na sua mudez,
assisste à tudo
e nada revela,
é companheira dos
amantes,e inspiração
dos poetas.

São quatro estações
que interferem
na minha pele,
e nisso...
fico morena , branca,
ou desbotada, que
me chamam
de amarela...
todavia, não alteram
a minha composição.

São quatro elementos
parte da natureza,
cada um com
a sua importância,
sem eles seria
impossível
a sobrevivência
de todos os seres na terra.

Diná Fernandes